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Condor e Havan incentivam funcionários a votarem em Bolsonaro

Condor e Havan incentivam funcionários a votarem em Bolsonaro

02/10/2018 12h40 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Condor e Havan incentivam funcionários a votarem em Bolsonaro
CURITIBA, PR - Viralizou na internet uma carta assinada pelo empresário Pedro Joanir Zonta, do Grupo Condor, onde ele declara apoio a Jair Bolsonaro (PSL) e direciona críticas à esquerda e se compromete a manter o 13º dos funcionários, bem como as férias. A carta é vista como uma forma de Zonta incentivar seus colaboradores a votar no presidenciável no próximo dia 7 de outubro. A mesma prática é adotada por Luciano Hang, proprietário da Havan, que chega a ameaçar demissões caso Bolsonaro não vença as eleições. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a prática fere o respeito e a proteção à intimidade e liberdade do cidadão-trabalhador no processo eleitoral e pode caracterizar discriminação em razão de orientação política, o que pode ser alvo de investigação ou ação por parte do MPT. Esse tipo de ação é considerada coação psicológica, moral, econômica ou social do empregador em relação ao empregado. Conforme o Ministério, a prática de direcionamento de votos dos trabalhadores em determinado candidato ou partido político é proibida. “Se ficar comprovado que empresas estão, de alguma forma e ainda que não diretamente, sugestionando os trabalhadores a votar em determinado candidato ou mesmo condicionando a manutenção dos empregos ao voto em determinado candidato, essa empresa vai estar sujeita a uma ação civil pública, inclusive com repercussões no sentido de indenização pelo dano moral causado àquela coletividade”, explica o procurador-geral do trabalho, Ronaldo Curado Fleury. CONDOR Segundo a assessoria de imprensa da Rede Condor, a carta é autêntica e apenas demonstra o posicionamento político do empresário. A assessoria ainda diz desconhecer a forma como o texto está sendo entregue aos mais de 12 mil colaboradores da empresa. [caption id="attachment_30496" align="aligncenter" width="567"] Carta do dono do Condor aos funcionários - Foto: Divulgação[/caption] No texto, Zonta afirma estar preocupado com as eleições do próximo final de semana e declara seu voto em Bolsonaro porque ele “não tem medo de dizer o que pensa”, “protege os princípios da família, da moral e dos bons costumes”, “segue os valores cristãos”. Abaixo, o texto segue com 11 razões para não votar na “Esquerda” entre elas o “fim da família”, “agravamento da crise econômica”, “transformação do Brasil em uma Venezuela”, entre outros. Por fim, a carta termina com o comprometimento de que não haverá cortes no 13º salário e [no adicional de] férias de seus funcionários, uma referência a fala do candidato a vice-presidente na chapa com Bolsonaro, General Mourão, que afirmou que esses benefícios eram “uma mochila na costa do empresário [sic]”, e segue com pedido velado de voto em Bolsonaro. “Acredito no Bolsonaro, votarei nele e peço que confiem em mim e nele para colocar o Brasil no rumo certo. Por tudo usso e muito mais, é Bolsonaro – 17”, finaliza a carta. HAVAN A Havan, empresa de Luciano Hang, por sua vez, também se manifesta a favor de Bolsonaro. Em vídeos na internet, Hand diz que pesquisas internas apontam que 30% de seus colaboradores votam em branco e nulo, e ameaça demissões caso Bolsonaro não seja eleito. “Depois, não adianta mais reclamar. […] Se você não for votar e lamentavelmente ganha a esquerda, e nós virarmos uma Venezuela, vou dizer para vocês que eu vou jogar a toalha. A Havan vai repensar o nosso planejamento e se eu não abrir mais lojas, você está preparado para sair da Havan? Você está preparado para ganhar a conta na Havan?” Em outro vídeo, Hang promove um ato apoio a Bolsonaro com tom de comício com funcionários da rede. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Hang nega que tenha coagido os 15 mil funcionários da empresa, uma vez que considera a atitude antidemocrática. “Jamais coagi […]. Você pode dizer em quem você acha que deve votar, mas nunca obrigar. Só tem duas opções agora: Bolsonaro ou PT. Eu vou rever o plano estratégico se a esquerda vencer e me preparar para deixar o país, como fizeram na Venezuela”, afirmou.
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