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Barragem do Jardim Botânico de Londrina já transbordou e apresenta risco de segurança

Barragem do Jardim Botânico de Londrina já transbordou e apresenta risco de segurança

01/05/2019 12h25 Atualizada há 1 ano
Por: Redação
Barragem do Jardim Botânico de Londrina já transbordou e apresenta risco de segurança
O Jardim Botânico de Londrina é muito procurado por turistas e moradores da cidade que buscam um local para apreciar a natureza em meio à paisagem urbana. Com trilhas ecológicas, cultivo de espécies silvestres raras e mais de 1 milhão de metros quadrados de mata nativa, nascentes e rios, é ideal para passeios ao ar livre, atraindo moradores e turistas. O que nem todos têm conhecimento, é que existe uma barragem dentro do Jardim Botânico e que ela já teve problemas com transbordamento em 2017. O fato em questão aconteceu durante um período intenso de chuvas em abril de 2017, levando ao transbordamento da represa. Um relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA), em outubro do mesmo anos, confirmou a ocorrência de fragilidades na estrutura da represa. Com isso, a construção feita para segurar a represa foi interditada e deu início às obras de reforço. Outra grave ocorrência registrada no Paraná foi na Barragem Fazenda Guavirova, em União da Vitória, em agosto de 2016. Neste caso, uma cheia provocou o rompimento de uma barragem, ocasionando muitos estragos no local e na morte de um agricultor de 66 anos. Situação das barragens no Paraná Após a tragédia em Brumadinho (MG), que deixou centenas de mortos e desaparecidos, além de imensuráveis perdas ambientais e sociais, a preocupação com a segurança das barragens aumentou. Segundo o Relatório de Segurança de Barragens divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA), havia 450 barragens no Paraná em 2018. Elas existem com vários objetivos, como reservatório de água para fins industriais e geração de energia, além da armazenagem de rejeitos de minérios, como os de Mariana e Brumadinho. O relatório apontou que 11 barragens representam alto risco e 30 reservatórios foram avaliados como potencial médio de risco. A avaliação mede os riscos tendo como critérios as condições da estrutura da barragem e potenciais danos em caso de rompimento. Entre as barragens no Paraná enquadradas como de alto risco, sete possuem o chamado Dano Potencial Associado (DPA) considerado alto. Essa métrica é aquela que se refere aos prejuízos, caso as construções venham a se romper. A Represa Canteri, em Imbituva, é o caso mais grave e que exigirá mais atenção dos órgãos reguladores. O relatório também apontou que a falta de vigilância é um dos principais problemas das barragens no Paraná. Desde 2015, apenas 79 das 450 barragens receberam inspeção. Além disso, o Instituto de Águas do Paraná possui somente quatro profissionais trabalhando na fiscalização. Sobre a barragem localizada dentro do Parque Jardim Botânico de Londrina, um relatório feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2016 revelou que o risco de seu rompimento é médio e o Dano Potencial Associado (DPA) foi avaliado como alto. Ela é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Segundo a Secretaria, existem fragilidades na represa, mas que não há riscos como em Brumadinho, isso porque não existem residências abaixo do local e a estrutura é considerada de pequeno porte, com apenas 6 mil metros cúbicos. Entenda como é possível evitar rompimentos No caso das empresas mineradoras, são extraídas rochas da natureza, que passam por uma etapa chamada ‘beneficiamento’. Nela, o minério com valor comercial é separado do material sem valor. Conhecido como rejeito, ele fica armazenado em uma barragem que pode ser construída com diferentes métodos de alteamento. O método para montante é o mais simples e barato, mas também o menos seguro. Este é o mais comum no Brasil. O método para jusante é a opção mais cara, porém a mais segura, enquanto o método de alteamento na linha de centro é considerado o meio termo em relação ao custo-benefício. Os rejeitos mais comuns no Brasil são líquidos, sendo que os sólidos são considerados mais seguros. Já as represas, como a do Jardim Botânico de Londrina, são açudes de armazenamento de água. O reservatório hídrico pode ser destinado para várias funções desde o abastecimento de indústria até para usinas hidrelétricas. É construído sobre um maciço rochoso e o alteamento é feito com argila compactada, que é erguida de uma só vez. É um tipo de construção de barragem muito mais seguro, quando comparado às barragens de mineração. Para especialistas, a tecnologia pode ser uma aliada quanto à segurança. A criação de um banco de dados que contenham informações catalogadas sobre as barragens, os profissionais responsáveis, além da produção de relatórios mais visuais, assertivos e recorrentes são alguns dos benefícios de se utilizar plataformas mais tecnológicas para esta função. Saiba mais sobre o Jardim Botânico de Londrina Localizado na Avenida dos Expedicionários, nº 200, funciona de terça a domingo das 9h às 19h. Criado em 2006 pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o Jardim Botânico de Londrina possui mais de 1 milhão de metros². Trata-se de uma das mais importantes unidades de pesquisa, conservação e preservação de espécies nativas e exóticas no Paraná. Fonte: agência digital emarket
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