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Polícia JUSTIÇA

Família de mulher morta na frente dos filhos em Londrina pede R$ 2,8 milhões de indenização

Crime aconteceu em julho do ano passado na Zona Leste

13/01/2021 19h15 Atualizada há 1 dia
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Por: Derick Fernandes
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Familiares de Sandra Mara Curti, morta aos 43 anos pelo ex-marido em julho de 2020 na Zona Leste de Londrina, ingressaram na Justiça pedindo indenização de R$ 2,8 milhões ao acusado do crime, Alan Borges, de 40 anos

Conforme a polícia, Sandra foi assassinada a facadas na frente dos filhos. O crime aconteceu na casa onde ela morava com os filhos de 8 e 12 anos no bairro Cervejaria. Alan usou uma faca de açougueiro para cometer o crime após discutir com a mulher, de quem estava separado há três meses.

O homem confessou o crime e disse que agiu motivado por ciúmes. O advogado que representa à família fez o pedido de indenização de 500 salários mínimos para cada um dos dois filhos, além da mãe da vítima, e de 300 salários mínimos para cada irmão de Sandra. A mulher era funcionária de uma clínica da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Ela ficou casada com Alan por 14 anos e após a separação, a vítima havia conseguido pedida protetiva que impedia que o homem se aproximasse dela. No entanto, na noite de 06 de julho, após deixar o trabalho em um açougue, o homem foi até a casa da ex-companheira e a assassinou. Familiares contaram que três dias antes do crime a vítima havia registrado um B.O contra Alan por estar sofrendo ameaças.

Para a defesa, além da morte da mãe, o que torna mais traumático e motivou o pedido da indenização são os danos psicológicos provocados aos menores. As crianças estão sendo acompanhadas por psicólogos desde o crime. 

Na noite do homicídio, vizinhos ouviram os pedidos de socorro de Sandra e acionaram a polícia. O homem foi imobilizado por populares até a chegada da polícia e preso em flagrante. Na delegacia ele justificou o homicídio e disse que agiu por impulso.

Alan Borges responde por feminicídio por motivo fútil, meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima. A pena pode passar de 30 anos de cadeia.

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