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Objetos de luxo de ex-governador Beto Richa podem ir a leilão

MP pede que valor recolhido seja usado para ressarcir cofres públicos

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu para que Justiça leiloe objetos de luxo encontrados na casa do ex-governador Beto Richa (PSDB). Artigos foram apreendidos no closet do político, no dia 19 de março, quando foi preso pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Esta foi a terceira prisão do ex-governador.

Entre os itens apreendidos estão relógios, joias, óculos de sol e canetas, a maioria de marcas renomadas. O pedido do MP-PR é para que os objetos sejam avaliados e vendidos em leilão. Para os promotores, os produtos possuem valores razoáveis de venda e podem cobrir parte dos 20 milhões, rombo causado por desvios de dinheiro público da Educação, do qual Richa é principal investigado.

Réu na Operação Quadro Negro, o tucano responde por organização criminosa, corrupção passiva e obstrução de investigação, já esteve preso por três vezes, uma das prisões ocorreram em 2018, em plena campanha para o Senado.

Ainda não há decisão judicial para a realização do leilão, mas O MP pede que seja com máxima urgência, para que os bens não sofram desvalorização.

Em nota, a defesa de Beto Richa alega que os bens são de uso pessoal e que foram adquiridos ao longo dos anos.

Confira na íntegra a nota de defesa:

Sobre o pedido de “alienação antecipada” dos bens pessoais apreendidos pelo Ministério Público, cumpre esclarecer que:

Na busca e apreensão levada a efeito, apenas foram apreendidos bens de uso pessoal do Ex-Governador, nenhum deles relacionado com a prática de qualquer delito. Os promotores que acompanharam a busca fizeram questão de apreender abotoaduras, canetas, relógios e óculos escuros e um cinto, dizendo que seriam bens dotados de “valor intrínseco”;

Os referidos bens estavam todos guardados em armários, em suas caixas, tendo sido angariados ao longo dos anos pelo Ex-Governador;

O pedido de alienação antecipada de bens é, antes de mais nada, ilógico. Canetas, abotoaduras, relógios e óculos escuros (e o cinto também) não são bens que se deterioram. Tanto é, que todos eles se encontravam há tempos guardados em suas caixas.

Logo, a justificativa apresentada para pedir a alienação é materialmente falsa. Qualquer um sabe disso.

O pedido apenas revela a intenção dos signatários em atingir pessoalmente o Ex-Governador privando-o de bens seus pessoais, muitos dotados de valor sentimental, sem que ele nem sequer tenha ainda se defendido no processo.

A apresentação desse pedido logo após ter se reconhecida a ilegalidade da prisão do Ex-Governador apenas confirma isto. Afinal, durante os dias em que o Ex-Governador permaneceu preso nenhum pedido nesse sentido foi apresentado. Somente após sua soltura rapidamente apresentou-se o referido pedido.

Como sempre, a defesa e o Ex-Governador reiteram a confiança na capacidade de o Judiciário aplicar a lei.”

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