Travestis denunciam sofrer agressões de guardas municipais em Apucarana

Repressão acontece principalmente à noite, com garotas de programa.

Leia também:

Dengue chega a quase 88 mil casos no Paraná; 69 morreram

Estado tem mais de 204 mil casos suspeitos.

Com oito testes positivos, Londrina vai a 34 casos de coronavírus

Cidade confirmou oito novos casos. Cinco pessoas estão na UTI.

Caminhoneiros passam fome nas estradas e dizem não ter onde se alimentar

Com tudo fechado, eles não tem onde se alimentar.
Derick Fernandeshttps://www.24horas.com.br
O jornalista Derick Fernandes é editor chefe do 24Horas

Um grupo de travestis realizou um protesto na tarde desta quarta-feira (05) na prefeitura de Apucarana, alegando que elas estão sendo agredidas por Guardas Municipais da cidade sem motivo algum durante a noite.

Com cartazes, o grupo reivindicou uma reunião com o secretário de segurança, Laércio de Morais, e com o prefeito, Júnior da Femac, entretanto, não foram recebidas pelas autoridades. O objetivo era formalizar uma denúncia para que atitudes sejam tomadas pelas autoridades diante do abuso.

Segundo uma das travestis que participaram da manifestação, Guardas Municipais estão coibindo a presença delas na rua e praticando agressões para expulsá-las das avenidas. “Não estamos roubando; Estamos ganhando a vida. Porque ninguém quer dar emprego de verdade pra travesti. Já tiraram nossas oportunidades de trabalho, e agora, querem nos tirar das ruas”, disse.

Renata Borges, outra travesti, conta que é estudante universitária, não se prostitui, mas considera inadmissível a ação da GM contra os travestis que se prostituem. “Já tiraram as oportunidades de trabalho, e agora querem tirá-las das ruas”, lamenta.

O 24Horas tentou contato com a secretaria de segurança de Apucarana, mas não obteve retorno.

Comentários

#Face24H

- Publicidade -