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Curitiba

Mãe que abandonou filha na rua responderá pelos crimes de tortura-castigo e ameaça

A Polícia Civil divulgou hoje (15) que a mãe suspeita de abandonar a filha de cinco anos em uma rua do no Bairro Novo Mundo, em Curitiba, vai responder pelos crimes de tortura-castigo e ameaça. O caso aconteceu no final de janeiro e foi registrado por câmeras de segurança e por uma testemunha, que filmou a criança correndo atrás do carro e chorando.

O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) concluiu o inquérito e, segundo o delegado-adjunto do órgão, José Barreto de Macedo Junior, as investigações apontam que o objetivo da mãe era causar um castigo e não de abandonar a menina.

“Ela teria usado a grave ameaça de abandonar essa criança afim de causar um castigo nela, o que teria submetido essa criança a um intenso sofrimento psicológico, o que é passível de causar um trauma na cabeça dessa criança”, disse.

Ela estava sozinha no carro, voltando da casa de um cliente, quando aconteceu a ação. Ainda segundo o delegado, uma testemunha disse que a mãe tirou a criança do carro sob ameaças.

“A partir do momento em que a mãe colocou essa criança na calçada ela disse ‘hoje você vai virar menina de rua’, ameaçando essa criança de ser abandonada naquele local, onde ela dificilmente teria condição de sobrevivência sozinha”, comentou.

Com o inquérito concluído, o caso segue para a Justiça. A mãe compareceu voluntariamente para prestar esclarecimentos na delegacia e aguarda em liberdade, segundo a polícia.

Ameaças

O delegado informou ainda que, no mesmo dia em que o vídeo foi gravado, a mãe se dirigiu até a casa da pessoa que registrou as imagens e fez ameaças.

“Colocou o carro em ponto morto e passou a acelerar de forma a ameaçar, intimidando esta testemunha”, disse.

A Polícia Civil informou que a criança está sob a guarda do pai e que a definição de quem deve ficar com a menina é analisada pelo Conselho Tutelar.

O que disse a mãe

Na semana em que o caso foi gravado, a mulher disse que havia aumentado o volume do som para que a menina parasse de gritar e que, por isso, não percebeu que a criança estava fora do carro. Ela afirmou ainda que quando percebeu o que estava acontecendo parou o veículo e acolheu a filha. Elas foram almoçar juntas depois, de acordo com a mulher.

A declaração da mãe foi contrariada pela análise dos vídeos e pelos depoimentos, segundo o delegado.

“Não procede esta alegação, porque a criança passa na frente do veículo, ela mesma disse para a criança sair senão seria atropelada”, afirmou.

Os advogados da mãe, Igor Ogar e Dyogo Cardoso, ressaltaram que “o crime de tortura impõe que, para que se configure, haja grave ameaça e submissão a sofrimento intenso”, o que de acordo com a defesa não está devidamente comprovado.

Os advogados informaram ainda que a defesa construiu acordo verbal com o pai da criança e a advogada dele, para priorizar a manutenção do bem-estar da menina.

(Com informações do G1)

(Criança correndo atrás do carro da mãe – Foto: Divulgação/Polícia Civil)

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