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Paraná

Governo propõe reajuste parcelado até 2022, mas sindicato chama de indecente

Governador ofereceu reposição salarial de 5,09% em quatro parcelas até 2022, concursos públicos e pediu fim da licença prêmio.

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Foto: João Paulo Vieira

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou nesta quarta-feira (03) uma proposta de 5,09% de reposição salarial aos servidores públicos estaduais. Porém, a reposição salarial seria paga de forma gradativa, até 2022. A proposta não agradou os servidores, e o sindicato respondeu com repúdio.

Com a maior parte das atividades paralisadas desde o dia 25 de junho, principalmente na área da educação, os servidores reivindicam um aumento mínimo de 4,94% referente à inflação do último ano e negociação dos atrasados.

A Proposta

O reajuste proposto pelo governador será feito em quatro etapas. O primeiro será pago a partir de outubro deste ano, 0,5%. Em janeiro de 2020, mais 1,5%. Outro 1,5% será aplicado em janeiro de 2021, caso a receita corrente líquida (RCL) do Estado no ano anterior tenha crescido pelo menos 6,5%. Os outros 1,5%, incidirá em janeiro de 2022, desde que a receita apresente crescimento mínimo de 7% nos doze meses anteriores.

Governador Ratinho Junior durante anuncio de reajuste.
Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Além do aumento, Ratinho Junior se comprometeu com contratações por meio de concursos público, de quase seis mil servidores. Serão 2.560 policiais militares, 988 professores, 400 policiais civis, 400 profissionais de saúde e 1.269 agentes de cadeia. Segundo o governo, as contratações darão um impacto de R$ 200 milhões por ano, mas não definiu uma data para o início dos processos seletivos.

Como condições para a assinatura do acordo, o governo pediu que os servidores assumam um compromisso público de concordância, além de aceitarem o fim da licença prêmio.

Sem acordo

A proposta de Ratinho não agradou os grevistas. Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) repudiou e chamou a proposta de indecente. Veja a íntegra da nota publicada pelo App-Sindicato:

APP-Sindicato repudia proposta do governo

O governador Ratinho Junior convocou a imprensa para apresentar uma proposta para os servidores. A prática já se configura como um desrespeito as mais de 280 mil famílias de servidores públicos paranaenses, da ativa e aposentados, que estão há 42 meses com seus salários congelados e em greve pela falta de diálogo do executivo.

Não bastasse isso, o governador apresentou, a portas fechadas, uma proposta indecente de reajuste para as categorias.

Em debate desde março deste ano, o Fórum dos Servidores vem apresentando estudos e finalizou junho com uma proposta ao governo que é possível de ser paga: a implantação da inflação dos últimos 12 meses e negociação dos outros cerca de 13% referentes a anos anteriores.

Infelizmente, o governo do Paraná não respondeu a proposta e os servidores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.

A proposta apresentada hoje é uma afronta as categorias. Como dizer a uma merendeira de escola, cujo salário é de pouco mais de mil reais, que seu salário será reajustado em cinco reais a partir de outubro? É uma vergonha para um governo que isenta em R$ 10,5 bilhões por ano, empresários e ruralistas.

Mais grave é tentar chantagear as categorias de servidores e condicionar a efetivação dessa proposta a retirada de direitos dos servidores.

Queremos que o governador cumpra a promessa de campanha, de manter as portas do palácio abertas para negociar e pagar o que deve aos servidores.

A Greve continua porque é legítima e tem uma pauta de garantia de direitos a quem atende a população que mais necessita do Estado. É grave, é greve!

Direção Estadual da APP-Sindicato

Curitiba, 03 de julho de 2019

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