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Grande Londrina diz que não tem dinheiro para pagar rescisões dos funcionários; Sindicato teme calote

Após anunciar que iria fechar as portas, TCGL ainda pode dar calote milionário

LONDRINA – No protagonismo de uma briga com a Prefeitura de Londrina, a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), depois de anunciar que encerraria as atividades na cidade por não estar de acordo com o edital de licitação aberto pelo poder executivo, que dispõe do sistema de transporte público, também informou que não tem dinheiro para honrar com a rescisão contratual dos milhares de funcionários, que podem ser demitidos em massa a partir de janeiro de 2019.

Segundo a própria TCGL, a empresa não tem recursos em caixa e pretende negociar os pagamentos remanescentes a quem for demitido. Esses remanescentes incluem acertos e benefícios, inclusive o seguro desemprego. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina (Sinttrol), observa com preocupação todas essas informações; embora a Grande Londrina diga que não dará calote em ninguém, o risco existe e pode ser real. A empresa, no entanto, não aprofundou o assunto.

O Sinttrol não descarta que funcionários da empresa paralisem as atividades antes do encerramento contratual. Nesta terça-feira (04), o presidente do sindicato, João Batista, esteve na Câmara Municipal para informar a preocupação da categoria com a situação. As demissões em massa colocam em risco a data base dos trabalhadores, prevista para 1º de janeiro. Caso a TCGL não honre com os pagamentos dos funcionários, o calote pode chegar na casa dos milhões de reais.

DEMISSÕES

Mais de 1.6 mil funcionários da TCGL foram pegos de surpresa com o anúncio do encerramento das operações. A Grande Londrina faz pressão para que a prefeitura ceda e lance novo edital economicamente mais vantajoso para a empresa, que também ameaça deixar a cidade sem ônibus em 19 de janeiro, caso o valor da passam não seja reajustado para R$ 4,60.

O prefeito Marcelo Belinati disse que não aceitará a exigência da empresa, e que outras estão interessadas no certame. “Não vou autorizar. R$ 4,60 a tarifa? Povo de Londrina, vocês querem a passagem a R$ 4,60?” disse em coletiva de imprensa na segunda-feira.

LICITAÇÃO

O edital lançado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) prevê uma melhor divisão das linhas e o reajuste da tarifa, conforme relatório de indicadores de qualidade. Marcelo Cortez, presidente da companhia, falou com o 24H e frisou: “Queremos um transporte com melhor qualidade. Vamos buscar implantar novos métodos eletrônicos de pagamento, criar linhas expressas, e monitorar a circulação dos ônibus em tempo real para que possamos investir na melhoria do sistema”.

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