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Segundo presidente da Câmara, ZR3 levou à criação de medidas para “blindar” zoneamento

Aílton Nantes detalhou disposições adotadas pelo legislativo para evitar situações similares às que deflagraram a ação do Gaeco

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O presidente reeleito da Câmara Municipal de Londrina, vereador Aílton Nantes (PP), concedeu na tarde desta sexta-feira (25) uma entrevista à Rádio Paiquerê sobre os desdobramentos da Operação ZR3, que acaba de completar um ano, bem como as medidas adotadas pelo legislativo sobre a questão de zoneamento a fim de prevenir outras ilegalidades da mesma natureza daqui em diante.

Entre as disposições deliberadas com esse fim, Nantes destacou a mudança na metodologia de apresentação dos projetos de zoneamento – que, se antes podia ser assinado simplesmente por um único vereador, agora necessita do respaldo de pelo menos sete parlamentares – e a emenda à Lei Orgânica do Município, já aprovada no ano passado, que veta a presença como membros de conselhos municipais de cidadãos cujas atividades profissionais possam necessitar da aprovação desse mesmo comitê.

Ainda segundo o vereador pepista, tramitam desde o ano passado na Câmara dois projetos de lei que, se aprovados, confeririam ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) uma maior protagonismo na questão do zoneamento. Um deles, o PL 80/2018, transferiria ao órgão municipal a responsabilidade principal por deliberações, projetos e estudos sobre projetos de zoneamento. Já o outro, PL 2/2018, tornaria obrigatória um parecer prévio do IPPUL antes da apresentação de qualquer proposta dessa natureza ao legislativo.

“Antigamente, o projeto vinha para a Câmara, assinada por um vereador, por dois ou até mesmo pelo executivo, e era encaminhado para o IPPUL dar seu parecer. Agora não: primeiro vai ao IPPUL, que faz um parecer prévio para depois encaminhar à Câmara. Isso se o projeto de lei for provado – e deve ser aprovado este ano”, detalhou Nantes ao repórter Neto Almeida. “Com o passar deste ano que se inicia, vamos estudar outras possibilidades [para blindar a questão do zoneamento]. Mas essas possibilidades já cercam bastante as ações [a esse respeito].”

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