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Londrina

Sem uso, ciclovia será removida da avenida Ayrton Senna, em Londrina

Medida é para melhorar fluxo de veículos em horário de pico

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Quatro anos após ser construída, a ciclovia que liga a Avenida Ayrton Senna com a Madre Leônia Milito, na Gleba Palhano, deve ser removida pela Prefeitura de Londrina.

A remoção é um pedido dos comerciantes da região, que reclamam do pouco uso da faixa pelas bicicletas, e do congestionamento que se forma no trecho nos horários de pico. “Ninguém usa isso aí, se dez bicicletas passam por dia, é muito”, reclama um empresário que tem uma cafeteria na avenida.

O 24Horas permaneceu por uma hora na altura do número 200 da Avenida Ayrton Senna. Nesse período todo, a reportagem contabilizou apenas um ciclista que se aventurava entre os carros estacionados nas margens da avenida. “Não costumo passar todos os dias. Só pra ir para casa e para pedalar no Lago Igapó”, relatou.

Os motoristas também reclamam muito, aliás, eles são os que mais reclamaram. O fluxo intenso às 18h é um verdadeiro teste de paciência, e todos são unânimes nisso. Alguns contaram que chegaram a ficar por até 40 minutos na Ayrton Senna, para chegar até a Madre Leônia.

Avenida Ayrton Senna: Nos horários de pico, trânsito se torna insuportável – Foto: Derick Fernandes / 24Horas

Com tudo isso, a ideia é construir mais uma faixa de tráfego na avenida e colocar o estacionamento o lugar da ciclovia. Para o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) essa medida vai aliviar o trânsito no local, que nos últimos dez anos, mais do que dobrou devido a construção de dezenas de edifícios.

O argumento é que, em 2015, quando construída, a ciclovia foi mal planejada e a cidade não contava com um plano de mobilidade, que justamente serve para definir estratégias e projetar novos modais, o que está sendo feito. Conforme a proposta, a cidade terá um plano específico para as ciclovias, e planejamento para implantá-las.

Nova faixa deve ser construída na Avenida Ayrton Senna – Foto: Derick Fernandes / 24Horas

Um exemplo é a Avenida Saul Elkind, onde recentemente foi construída a continuação da ciclovia que liga o Aquiles Stenghel, no Cincão, ao Conjunto Parigot de Souza, do outro lado da Zona Norte. A obra é de ligação, e serve não só para o lazer, mas também para conectar dois pontos específicos. No caso da Saul Elkind, a realidade é diferente da ciclovia na Gleba Palhano, e no trecho diariamente circulam centenas de ciclistas.

Ainda, conforme a prefeitura, novas ciclovias devem ser construídas com o objetivo de conectar pontos de comércio e residências na cidade. Apesar da geografia de Londrina não colaborar por conta das várias descidas e subidas, como no caso da Ayrton Senna, o planejamento servirá para isso: ciclovia onde realmente haja demanda, para que não se torne um mero modal inutilizado.

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