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Casal preso por torturar criança em Londrina diz que menino apanhou “porque estava de birra”

Justiça decretou prisão preventiva do casal.

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Derick Fernandeshttps://www.24horas.com.br
O jornalista Derick Fernandes é editor chefe do 24Horas
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O casal preso sob a acusação de torturar e quase provocar a morte do filho adotivo de oito anos em Londrina, prestou depoimento à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (09).

O garoto deu entrada na UTI do Hospital Evangélico com vários hematomas pelo corpo e foi internado em estado grave devido as agressões. O casal Israel e Sarah Zanoni de 29 e 23 anos, contaram ao delegado que o motivo do espancamento é porque o menino “estava de birra“.

Ele me mordeu, e eu mordi de volta para assustá-lo“, disse Sarah durante seu depoimento. A mulher também confirmou que além de morder, usou varinha e chinelo para bater no menino, que foi adotado pelo casal há cerca de dois meses.

O menor foi levado ao hospital pelos próprios pais depois de ter várias convulsões. A criança passou por avaliação pediátrica, que acionou o Conselho Tutelar – que por sua vez – comunicou a Polícia Militar sobre o caso. Segundos os médicos, o garoto apresentava sinais de tortura além de muitos hematomas.

Os pais adotivos disseram aos médicos que o filho já apresentava problemas de convulsões, e que por esse motivo, não estava bem de saúde. Entretanto, diante da confirmação do espancamento, eles foram presos em flagrante.

Segundo a Polícia Civil o casal vai responder por tentativa de homicídio qualificada e tortura, uma vez que a criança está internada e devido a gravidade dos ferimentos.

PRISÃO PREVENTIVA

Ainda no final da tarde desta segunda, a Justiça autorizou a prisão preventiva dos acusados durante a audiência de custódia deles. O advogado de defesa, Mário César de Carvalho Pinto, disse que vai revogar a prisão, já que os dois são réus primários, têm emprego e residência fixa. “Entendemos que houve um exagero, mas discordamos da tentativa de homicídio que a Polícia Civil alega”.

Também no depoimento ao delegado, o casal disse que o menino havia se “debatido” e que por isso se machucou com gravidade. Eles também disseram que a intenção não era espancar a criança e que tudo “foi um acidente”.

A prisão do casal tem validade de 90 dias, mas pode ser prorrogada.

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