CURITIBA, PR – A Polícia Civil prendeu em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, o homem identificado como Célio Afonso da Silva, de 42 anos, conhecido “Coelho”. O homem é tido como um dos bandidos mais procurados do Paraná, suspeito de comandar assaltos a bancos e carros-fortes no estado sob a chancela do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa atuante dentro e fora de penitenciárias do país.

Coelho é o principal acusado de ter cometido vilipêndio contra uma de suas vítimas, mortas por ele, no bairro Pilarzinho em Curitiba, em fevereiro deste ano.

Há vários meses a polícia investiga o paradeiro do criminoso. A aproximação dele aconteceu em Guaraqueçaba, no litoral do estado, quando um dos integrantes da quadrilha chefiada por ele deixou cair um celular.

Segundo o delegado Rodrigo Brown de Oliveira, do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), os trabalhos para a captura do foragido foram minuciosos, tendo em vista a alta periculosidade do criminoso. Coelho responde a mais de 30 processos e possui condenações que superam 34 anos de detenção. Em janeiro de 2017 ele foi resgatado na Penitenciária Estadual de Piraquara, quando uma ‘operação’ do PCC explodiu um dos muros do complexo e resgatou os principais membros da quadrilha. De lá para cá, o estado registrou inúmeros ataques a caixas eletrônicos e carros-fortes.

A Polícia Civil atribui ao homem a participação em eventos criminosos de grande monta, como em Pitanga, onde bandidos trocaram tiros com a Polícia Militar (PM) após a explosão de um banco. Na situação, dois vereadores da Câmara Municipal de Barra do Jacaré foram baleados. Há suspeita também da participação de Coelho em assaltos a bancos em Guaraqueçaba, Palmeira e até o sequestro de um gerente em Rio Branco do Sul, entre outras.

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VILIPÊNDIO

O crime recente que mais chama atenção aconteceu em fevereiro, no Pilarzinho em Curitiba. O homem matou dois rivais com três tiros de fuzil AK-47 e praticou vilipêndio (violação de cadáver) após o enterro dos inimigos com a ajuda de um comparsa. Eles foram até o cemitério do Boqueirão, retiraram o corpo do caixão e tinham como objetivo levá-lo até a ponta do Pilarzinho para amedrontar facções rivais.

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Desde 2007, ‘Coelho’ já foi preso em quatro ocasiões. A última prisão foi efetuada pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) da Polícia Civil, por conta do sequestro do gerente de um banco em Matinhos, no litoral do Paraná. Ele ganhou a liberdade ao ser resgatado da Penitenciária de Piraquara, conforme explicado pelo delegado Rodrigo Brown.

Ainda conforme o delegado a polícia segue nas investigações para apreender um número maior de armas, drogas e outros aparatos usados pelos criminosos. As investigações tem apoio do Bope, da Polícia Federal e Militar.

Em um dos vídeos divulgados pela Polícia Civil, ‘Coelho’ aparece utilizando um fuzil usado em um dos crimes praticados pela quadrilha integrada por ele.

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