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Corregedoria da Câmara ouve depoimento de assessores para apurar tentativa de suborno contra João Martins

Vereador teria recebido oferta de R$ 15 mil em propina para que votasse contra a cassação de Boca Aberta

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Três funcionários do gabinete do vereador João Martins (PSL) prestaram depoimento na tarde de ontem (segunda-feira, 28) ao corregedor da Câmara Municipal de Londrina, Jamil Janene (PP), a respeito de uma suposta oferta de propina ao parlamentar no âmbito do processo interno que impugnou o mandato do ex-vereador, hoje deputado federal eleito, Emerson Miguel Petriv, o Boca Aberta.

Os assessores Raimundo Lázaro Barbosa e Marcos José Santana e o chefe de gabinete Aldeviro Cardozo Pereira foram ouvidos por Janene acerca de uma declaração dada por Martins ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Organizado (Gaeco), afirmando que uma pessoa o teria procurado em seu escritório na Câmara e lhe oferecido a quantia de R$ 15 mil para que votasse contra a cassação de Boca Aberta.

Segundo o corregedor, todos os três afirmaram não se encontrar presentes no gabinete quando a suposta tentativa de suborno teria ocorrido e que só se inteiraram do fato depois que este foi divulgado pela mídia. Eles também negaram ter qualquer suspeita a respeito da identidade da pessoa que teria oferecido propina a João Martins.

“Vamos sentar junto com a assessoria jurídica [da Câmara] e com os assessores que estão me acompanhando [nas investigações] até sexta-feira [1º] para pegar [apurar] os depoimentos e ver se algum fato que ouvimos ali vai gerar encaminhamento para ouvir mais pessoas ou não. Se a partir daí acharmos necessário continuar a sindicância, com certeza ela vai continuar. Mas, se acharmos que tudo o que ouvimos não tem fundamento para identificar essa pessoa que ofereceu a vantagem de 15 mil reais, aí vamos encaminhar [a sindicância] pro arquivamento”, explicou Janene ao repórter Neto Almeida, da Rádio Paiquerê.

Também estava prevista para a reunião desta segunda o depoimento de uma quarta assessora de João Martins, Vera Rubbo, que não compareceu mediante apresentação de atestado médico. Já foram ouvidos na semana passada, mais especificamente na última quinta (24), o próprio vereador Martins e seu assessor parlamentar, Adílson de Souza Ribeiro.

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